sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Amigo *clik!*

Mais tarde ou mais cedo, escutamo-lo. Desta vez vem tarde mas ensurdecedor.
Sinto-o desesperado e de tão desesperado deu-me uma traulitada tal que me desesperou.
Passou-me o desespero e ficou tranquilo. Agradeço-lhe, humilde, e reconheço o seu trabalho.


De quando em vez, todos precisamos de uma boa traulitada para seguirmos em frente ou, pelo menos, para pararmos de andar para trás.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Porque o seguro morreu de velho

Olha para mim e diz-me a sorrir que me vai fazer um seguro de vida e de saúde.
- "Preciso dos nomes dos beneficiários. Pode ser uma só pessoa ou mais. Se forem mais, pode decidir a percentagem que cada um recebe".
Olha para mim e fica admirada por não ter a resposta de imediato... As senhoras dos recursos humanos são muito práticas.
- [...]
- "Ah! A sério? Normalmente as pessoas escolhem os pais... Os seus faleceram?"
- "Não."

No segundo seguinte penso que a pragmática e o bom-senso nem sempre convivem e sinto pena da senhora. A pena aumenta quando percebo que a simplicidade de uns esquecem e desrespeitam a complexidade a que todos os outros têm direito.

Deixar dinheiro a alguém na hora de morrer deixa-me serena. Deixa-me a pensar que sendo mau, seria um pouco menos mau. E esse pequeno menos mau é muito bom.