Levas na cara o gesto perfeito de quem se dá.
Sinto-te bem.
Feliz por seres quem és, sentimos-te receptiva a tudo.
És aquela a quem perguntam direcções, és tu a pessoa a quem perguntam as horas numa movimentada rua de Lisboa.
Transpiras confiança e simpatia, deixas a tua marca e boa impressão em cada conversa e fica-nos a curiosidade em saber mais.
Não nos dás mais, não nos mostras mais. Teimas em afirmar a tua distância simplesmente porque és assim.
Ninguém sabe ou sequer equaciona a hipótese de que não és assim tão interessante. Ninguém pensa nas tuas fraquezas, tal é a boa impressão.
Só eu sei que as tens e só eu as conheço milimetricamente.
Só eu vivo com elas.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Dever
Como membro do Conselho Pedagógico da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, sinto-me na obrigação de deixar, neste meu espaço, uma breve nota de indignação para com o Sr. Presidente do Conselho Directivo Álvaro Pina.
Reestruturação sim, tal como o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior prevê, mas com a manutenção da FLUL como unidade orgânica e com a autonomia que a caracteriza.
Reestruturação sim, tal como o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior prevê, mas com a manutenção da FLUL como unidade orgânica e com a autonomia que a caracteriza.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Reflexão (11)
Porque as pessoas não podem pertencer umas às outras, porque simplesmente não querem, não se importam ou não conseguem... sentimos ciúmes.
É uma consequência de já nada nos pertencer e de não pertencermos a ninguém.
Porque só sentimos ciúmes do que não nos pertence.
É uma consequência de já nada nos pertencer e de não pertencermos a ninguém.
Porque só sentimos ciúmes do que não nos pertence.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Predilecções
Saramago dói-me. Doem-me as suas palavras, a sua pontuação ou a falta dela, os seus assuntos, os seus romances com pseudo-analogias e as suas manias criticáveis de novo espanhol.
José Cardoso Pires anima-me. Anima-me ler o oposto de Saramago, animam-me as suas analogias perfeitas e perfeitamente enquadradas, as suas palavras intensamente sussurradas, a sua vivência, a sua experiência, a sua revolta, as suas convicções e príncipios.
Atrevimento ou ignorância, é assim que os sinto.
José Cardoso Pires anima-me. Anima-me ler o oposto de Saramago, animam-me as suas analogias perfeitas e perfeitamente enquadradas, as suas palavras intensamente sussurradas, a sua vivência, a sua experiência, a sua revolta, as suas convicções e príncipios.
Atrevimento ou ignorância, é assim que os sinto.
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