sábado, 7 de julho de 2018

Posfácio

Olho para a frente e agradeço por tudo o que há-de vir.

Olho para trás e agradeço por tudo o que veio.
Foi tudo o que veio que me tornou quem sou. Todos me tornaram quem sou e eu tive e tenho a felicidade de conviver com pessoas maravilhosas.

Algumas tão maravilhosas que eu quero ser assim "quando for grande". Outras, tão especiais que me ensinaram a ser melhor e que me mostraram quão forte eu consigo ser.

Outras ainda que, só por existirem, me inspiram a ser melhor a cada dia e a saber o meu valor.

Eu sou uma mulher de sorte.

Com a lição do hoje e do ontem, o amanhã só pode ser ainda melhor. E vai ser.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Ser mais

O que era deixou de ser e eu não quero que seja novamente.

Abre-se o universo e até o respirar fundo é mais profundo.

Assim, como nunca esperei.

Sei quem sou e isso faz-me feliz.

Hoje sou melhor. Sou tão melhor.

Não poderia desejar mais. Não desejo mais.





quarta-feira, 9 de maio de 2018

I'm not afraid. I was born to do this.


Sinto tudo o que há-de vir.
O vento no cabelo, a cara fria. O calor que há-de vir.
Estou pronta.

Anda, sol.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Sede

Seremos todos translúcidos?
Desejamos que os outros sejam água quando, na verdade, somos todos limonada?
Não. Não acredito que assim seja.
Os que são água devem transformar-se em limonada?
Queremos demais ou estamos a contentar-nos com "demenos"?
Seremos românticos incuráveis ou a vida, quase a cada passo, encarrega-se de nos gritar que essas coisas e essas pessoas não existem?

A vida ensina, muda-nos. Mas será que é para melhor ou simplesmente passamos a aceitar como normal o mediano, a limonada?

Nos dias de calor, como em tudo o resto na vida, só a água me satisfaz.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Emergência Protelada

Está na alma, está no sangue.
Tenho a certeza, não tendo. Algo sussurra, algo me diz.
Por momentos, algo me grita. 
No fundo sei-o mas não quero saber. Mais tarde ou mais cedo vou parar de ignorar. 
Vai passar a gritar. Gritará o tempo todo.
Por enquanto sussurra. Sussurra baixinho, segreda.
A certeza da previsão magoa e o porvir assusta. 
A reserva da intuição prevalece e a liturgia da resignação vence. 
Assim, procrastino mais um pouco.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Meninómania

A menina exige. É a mais pequena que mais quer.
Aquela que imagina o seu conto de fadas, aquela que tem a ingenuidade de pensar que será assim a realidade.
A menina que queria a exclusividade do sentimento mais profundo, o local único que não é partilhado com mais ninguém.
Comemorar cada ano e cada passo com a certeza que mais ninguém entende a sua importância.
A que deseja ser a pessoa mais importante do mundo para alguém, a pessoa que é perfeita com as suas imperfeições.
A que anseia a segurança de um abraço que transmite que nunca vai ficar sozinha.
A tranquilidade de sentir que ninguém chega a seus pés, tal é a imperfectibilidade dos dois.
Perfeitos um para o outro. Não existe, não existiu nem existirá ninguém mais importante.
A menina é, na realidade, uma pequena déspota que tomba quando cresce.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Quando for grande


Várias foram as alturas da minha vida em que pensei que tinha de ser assim.
Aguento tudo. Venham mais dificuldades! Isso dá-me carácter, torna-me a pessoa que eu quero vir a ser. Faz com que dê um valor imenso ao grupo restrito de pessoas com carácter, alma e coração que conheci e hei-de conhecer. Valorizo-as.
Aquelas que lutam com sorriso nos lábios. Aquelas que sofrem verdadeiramente e quase ninguém se apercebe. Aquelas que ao serem, ensinam.
Essas ficam no meu coração e de todas aquelas que passaram pela minha vida, só recordo uma diariamente. 
Com ela tive o privilégio de estar pouco tempo. O tempo suficiente para ainda lhe dar mais valor. 
Recordo-a diariamente nas mais pequenas coisas e sorrio. Lembro-me sempre que vejo uma planta, uma flor, sempre que penso no "filhinha".
Ensinou-me a ter mais calma. 
Sempre que a recordo quando estou triste, revoltada ou magoada, acalma-me. Sorrio sempre que penso nela. Sorrio sempre que penso naquela pessoa que já não está entre nós mas dentro de nós. Dentro daqueles que, como eu, tiveram este privilégio.
Quando for grande, vou ser assim. Vou ensinar, simplesmente sendo. 
Por dar este valor, por conhecer tamanha essência, tamanha força tenho cada vez menos paciência para narcisismos, para futilidades e vitimizações.
Mas ela também tinha essa paciência. 
Penso nisso. 
Sorrio. 
Com o tempo lá chegarei, espero. Quando for grande.