sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Ode mas pouco

Uma apatia que não queima, não consome nem acende a chama imensa do meu coração.
A eternidade não existe. O nosso corpo é devorado pelos bichos e com ele o amor que não sinto por ti.
Não devora, não apazigua. Estás aí e eu aqui. Não me aquece[s] nem arrefece[s].
Foi indiferença à primeira vista.
As saudades não aparecem e não penso em ti a cada instante.

Não te desejo uma morte dolorosa nem mijava na tua campa.
És o meu mais-que-nada. Não te amo nem te odeio. És-me assim... "igual ao litro".

Todos temos um/a mais-que-nada e todos somos o mais-que-nada de alguém.